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A volta de Jesus: confusão ou paz?
Encontro com a Vida


Pensar sobre a volta de Jesus deveria ser para nós motivo de esperança, encorajamento, ânimo, paz e alegria. Jamais deveria ser razão para medo, angústia, desespero, aflição, perturbação ou inquietação.

Afinal, quem está para voltar é Aquele que nos amou como ninguém jamais nos amou: Jesus.

Ninguém deveria adoecer ou ficar perturbado por causa da mensagem da volta de Jesus. Pelo contrário, esta mensagem deveria sempre trazer de volta a esperança e a paz.

Afinal, tudo que Jesus nos disse foi, em suas próprias palavras, para que nele nós tenhamos paz.

O fruto do Evangelho sempre é paz. Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo os homens e nos confiou esta mensagem de reconciliação. Isto fala acima de tudo de paz.

Jesus veio e viveu entre nós. Ele nos amou e se entregou na cruz em nosso lugar, nos reconciliando com Deus. Ele pagou a nossa dívida para com Deus, riscando-a, completamente e encravando-a na cruz. Ele fez a paz. A guerra acabou. A inimizade terminou. Está consumado. Os céus foram reconciliados com a terra. Em Jesus, Deus se reconciliou com os homens. Está feito.

Ou, como está escrito no Evangelho de João: “Porque Deus amou o mundo, de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Ou, como João escreve em sua primeira carta: “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou e enviou o Seu Filho como sacrifício pelos nossos pecados” e “nós o amamos, porque Ele nos amou primeiro”.

Quando eu leio as palavras de Jesus, ao discorrer sobre Sua segunda vinda, as expressões que eu o encontro usando, o tempo todo, são “não se alarmem”, “não se deixem enganar”, “levantem as suas cabeças” e “alegrem-se, a sua redenção está próxima”.

A vigilância sobre a qual Jesus fala tem haver com não se deixar levar pelo torpor de uma sociedade que não enxerga mais o ser humano como gente criada à imagem e semelhança do próprio Deus. Uma sociedade que não vê mais pessoas como pessoas.

Vigiar é não se render ao entorpecimento de uma sociedade que está sendo controlada pelo consumismo, pela busca do sucesso, da fama, do poder, do dinheiro e da posição social. Uma sociedade que vive do ter, do possuir, do conquistar, do acumular, do mostrar aos outros, do culto da imagem, da busca pelo imediato, da banalização da vida, de uma espiritualidade de consumo e da barganha nos relacionamentos. Uma sociedade que não dá mais valor ao que, realmente, tem valor e cujos heróis não são mais os que doam suas vidas pelo bem do semelhante; mas, quem tem o corpo mais malhado, quem joga melhor, ou quem aparece nas capas das revistas, na televisão ou no cinema.

Uma sociedade que não se choca mais ao saber que 600 mil crianças, com menos de 5 anos de idade, morrem todos os anos de malária na África, quando nós podemos fazer algo sobre isto. Uma sociedade que continua gastando com futilidades, apenas para estar em dia com a moda e com a tecnologia de ponta, quando quase 1 bilhão de pessoas não tem água potável para beber ou alimento para comer, quando nós podemos fazer algo sobre isto. E se cada um fizer o que pode fazer, mesmo que seja pouco, quando todos fizerem juntos, fará muita diferença.

É aí que Jesus diz: “tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber, estive nu e não me cobristes, era estrangeiro e não me hospedastes, estive doente e preso e não me visitastes”.

A lâmpada de alguns que se apaga, na parábola que Ele contou é porque o amor esfriou nos corações. O coração se empedrou. Perdeu-se a solidariedade, a sensibilidade, a compaixão, a misericórdia, a humanidade. As pessoas não se vêem mais como pessoas. O mundo inteiro foi conquistado, mas o preço foi perder a alma e se desumanizar.

Afinal, o mesmo Evangelho que mostra Jesus contando a parábola das virgens cujas lâmpadas se apagam, é o que mostra o mesmo Jesus dizendo que a luz que brilha diante dos homens, para que o Pai Celestial seja glorificado, são as nossas boas obras. E é essa luz que não pode ser escondida.

É o medo e não o amor que faz com que o servo esconda o talento que recebeu, ao invés de usá-lo com alegria. E assim por diante.

Pensar na volta de Jesus deveria nos encorajar a continuar. Deveria nos animar a sermos solidários e a repartirmos o pão e a água. Deveria nos devolver a esperança em meio ao desespero. Deveria nos fazer lembrar de que há ressurreição, de que a criação que, agora, geme, será liberta do cativeiro a que foi reduzida. Deveria nos lembrar de que haverá novos céus e nova terra em que habita a justiça. Deveria nos fazer lembrar de que não haverá mais morte, nem dor, nem guerras, nem doenças, nem pranto e que Deus enxugará dos nossos olhos toda a lágrima. Mas, nunca nos deixar inquietos, aflitos, amedrontados, perturbados ou inseguros com cada nova notícia ou acontecimento mundial.

O Jesus que vai voltar é o Cordeiro que venceu e que se assenta no trono da História e do Universo. O Jesus que vai voltar é o Senhor de tudo e de todos. Ele é digno de levar esta História até o final de paz e de vida que Deus planejou para ela.

Eu não estou esperando o anticristo, o falso profeta, ou, seja lá quem for; eu estou esperando Jesus!

Mas enquanto eu espero, eu quero estar fazendo o que Jesus disse que se eu fizer a um de Seus pequeninos, é a Ele que eu estou fazendo. E, isso, não por medo, culpas, pressão ou cobrança; mas, porque Ele deu a Sua vida por mim.

Não me pertence saber tempos, épocas ou estações que o Pai Celestial reservou para Si mesmo. O que Ele nos deu foi o Espírito Santo para que enquanto caminhamos neste mundo, sejamos suas testemunhas. Testemunhas do Seu amor, da Sua graça, da Sua reconciliação, da Sua paz, da Sua misericórdia.

É aí que toda vez que eu ouço a mensagem sobre a segunda vinda de Jesus ser anunciada de modo a promover o medo, a culpa, a pressão, o pavor, a ansiedade, o pânico e a confusão, o que eu estou ouvindo não é o Evangelho. Pode ser qualquer outra mensagem, menos o Evangelho de Jesus.

Na verdade, aqueles que deveriam temer esta mensagem, e, isto, para mudar de atitude, são aqueles que tratam a vida humana como lixo, usam as pessoas como coisas, fazem comércio dos seres humanos, destroem a terra, exploram o semelhante e se colocam como senhores da vida.

Aqueles que deveriam tremer diante desta mensagem, e, isto, para que mudem de consciência e atitude, são os que seguram o salário dos trabalhadores com fraude; condenam e matam o justo, usam o poder e a autoridade que têm para oprimir, controlar, manipular, violentar e machucar as pessoas; aqueles que se transformam em feitores dos pobres, doentes e fracos, os que negam o direito da viúva e do órfão, os que transformam em mercadoria corpos e até almas humanas.

Estes, sim, deveriam temer esta mensagem. Porque o Deus que é Amor não tolera a opressão e a maldade contra a vida daqueles que criou à Sua imagem e semelhança e por quem Cristo entregou Sua vida na cruz.

Para estes, a mensagem sobre a volta de Jesus deveria provocar temor e uma profunda mudança de pensamento, consciência e atitude.

Meu apelo é que possamos ler a mensagem sobre a volta de Jesus como uma boa notícia e não como uma má notícia. Que possamos nos recusar a dar ouvidos às vozes que estão ecoando, pelo mundo afora, fazendo desta mensagem um motivo de confusão, perturbação, pressão, controle e medo.

Não se deixe perturbar por ninguém. Não importa quem seja. Não inquiete o seu coração. Apenas, permaneça em Jesus e em Seu amor.

Permaneça firme na simplicidade do Evangelho de Jesus. Permaneça firme no fato que nada pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, o nosso Senhor. Permaneça firme no fato de que Deus prova o Seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Permaneça firme no fato de que justificados, pela fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Permaneça firme no fato de que pela graça nós somos salvos, por meio da fé, e isto não vem de nós, é um presente de Deus. É de graça, sempre foi de graça e sempre será de graça.

Permaneça firme em fazer o que Jesus disse que se você fizer a um de Seus pequeninos é a Ele que você está fazendo. É com isto que devemos estar nos ocupando.

Nunca esqueça que nossos primeiros irmãos chamavam a vinda de Jesus de a “bem-aventurada esperança”, ou, em outras palavras, a “esperança feliz”.

Pense sobre isto.

Paulo Cardoso

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