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Mensagens para ler
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Será que a verdade ainda importa?
Encontro com a Vida

Vivemos dias em que o discurso da grande maioria das pessoas é que nada é realmente absoluto; tudo é relativo. Muitas pessoas dizem que o que interessa é a verdade de cada um e que o que importa mesmo é estar sendo sincero.

Mas será que podemos utilizar este modo de pensar em todas as áreas da nossa vida?

Por exemplo, será que em um diagnóstico médico, do qual depende a vida de um ser humano, o que importa é ser sincero? Será que neste diagnóstico que determinará todo o curso de um tratamento e do qual depende a saúde e até a vida de uma pessoa, tudo é relativo?

Será que se dois médicos dão diagnósticos e tratamentos diferentes ao mesmo paciente, os dois estão certos, simplesmente, porque não há verdade absoluta e os dois são bem intencionados e ótimos profissionais?

Será que por que eu simpatizei com os dois profissionais e os achei convincentes na exposição do diagnóstico e do tratamento, os dois estão certos?

Eu sei que o exemplo que estou usando trata de coisas bem concretas, afinal, um diagnóstico médico está lidando com o corpo humano e é feito com base em exames físicos, laboratoriais, de imagem, etc. E eu sei que a medicina é uma ciência e que todos concordam com isto.

Mas será que a verdade e as consequências de conhecê-la e agir de acordo com ela se tornam menores quando tratamos de questões espirituais?

Por exemplo, o que realmente importa quando estamos falando de Deus e do Evangelho? Será que estas são realidades relativas? Ou seja, será que quando falamos de Deus não existe uma verdade única e o que importa é simplesmente a sinceridade de cada um? Ou seja, tudo é válido desde que você seja sincero e não faça mal a ninguém?

Será que crer ou não na verdade que Deus revelou faz alguma diferença real?

Você já percebeu como cada vez mais pessoas surgem questionando aquilo que durante séculos foi crido como verdade nas Escrituras, e isto, inclusive, no meio daqueles que dizem crer nelas?

Eu sei que alguns dizem que “a revelação está crescendo”, porque nós estamos nos últimos dias; outros dizem que precisamos repensar o modo como entendemos as coisas, porque o mundo mudou; outros que o entendimento dos chamados pais da igreja, reformadores e de gerações de pregadores que deram as suas vidas anunciando o Evangelho de Jesus através dos séculos, teria sido muito limitado e que nós não podemos ser seguidores deles, e assim por diante.

Parece que o que é “novo” se torna bem mais atraente do que aquilo que é “antigo”.

Só que em meio a todos estes discursos o que eu percebo é que o que existe hoje é uma confusão generalizada sobre o significado das coisas mais básicas e elementares da fé em Cristo.

Mas será que isto realmente importa?

Daí que enquanto alguns ensinam um Deus que nem mesmo conhece o futuro, porque o futuro, para eles, devido à livre vontade humana, está aberto; outros ensinam um Deus que é, praticamente, súdito e criado dos homens; comandado pelas palavras daqueles que dizem crer nele.

Enquanto uns parecem querer defender a Deus por causa das catástrofes e sofrimentos humanos, buscando outra forma de entender as Escrituras; outros estão transformando a Bíblia em um manual de receitas e fórmulas para as pessoas seguirem em busca de serem bem sucedidas na vida e nos relacionamentos, ou, então, em um livro de onde apenas tiram o respaldo para aquilo no que eles acreditam e querem dizer e fazer.

Enquanto uns questionam tudo que foi pregado durante séculos, em nome de uma nova revelação do “verdadeiro evangelho”; outros tornam tudo tão complicado que só um grupo selecionado de especialistas consegue entender o que está sendo ensinado.

É aí que ao invés de sermos servos da Palavra e pregarmos apenas as Escrituras, deixando que elas falem por si mesmas, nós estamos falando e as usando apenas para confirmar o que nós pensamos e acreditamos.

Em outras palavras, nós não partimos mais de Cristo e das Escrituras; nós partimos dos nossos ensinos e aí vamos procurar confirmação para eles em Cristo e nas Escrituras.

É o contrário.

Daí, enquanto uns anunciam um evangelho que depende não apenas do que Cristo já consumou na cruz em nosso lugar, mas também de dezenas de outros acréscimos para que tenha real eficácia na vida daqueles que creem; outros fazem uma “colcha de retalhos”, alinhavando textos e mais textos do Antigo e do Novo Testamento para construir diversos ensinos que devem ser seguidos pelas pessoas.

Outros, ainda, nem mesmo buscam respaldo e fundamento na vida de Cristo ou em textos bíblicos, mas baseiam-se em visões e revelações pessoais suas ou de outros.

Parece que as pessoas acreditam que a verdade não importa, porque se houver sinceridade, tudo é bom. Afinal, na mente de milhões, mesmo que não confessem isto, não existem absolutos, porque para eles tudo é relativo.

Paulo escreveu que existe um único Evangelho, mas que em seu tempo havia alguns que anunciavam “outro evangelho”, que, na verdade, não era o evangelho.

Parece que isto importava para ele. Será que deveria importar para nós?

Agora, se existe um só Evangelho, então, é claro que existe uma verdade acerca dele. E se existe uma verdade acerca dele, qualquer ensino que não se conforma com esta verdade, não é o Evangelho. Pode parecer com ele, mas não é ele. Pode usar as mesmas palavras que ele, mas a essência não é a mesma, o conteúdo não é o mesmo e os significados não são os mesmos. Só parece ser igual, mas, na essência, é diferente.

Paulo chega a dizer em um determinado texto, na sua carta aos gálatas, que ao ver que Pedro e alguns irmãos não estavam, naquele momento, andando segundo a verdade do Evangelho, ele os repreendeu. E isto me leva a perceber que há uma verdade do Evangelho e que eu vejo esta verdade em Cristo e no que Ele viveu e ensinou.

A pergunta é: Até que ponto isto realmente nos interessa? Até onde isto faz diferença para nós?

Será que o que interessa é apenas que as coisas aconteçam? É simplesmente que as coisas deem certo? É que funcione? É que a intenção seja boa? É que seja convincente? É que os textos bíblicos utilizados pareçam se encaixar? É que emocione? É que ajunte multidões de pessoas? É que atraia os jovens? É que seja uma visão mais atual, moderna e aceitável aos nossos sentidos e entendimentos? Ou é que todos sejam sinceros, estejam alegres e nada mais?

Se a verdade não importasse, o que será, então, que levou Judas, o irmão do Senhor, a sentir a necessidade de escrever a sua carta e insistir com as pessoas a batalharem pela fé que de uma vez por todas foi dada aos santos? Será que não é claro ali que ele está dizendo que há “uma fé”, que ela foi dada “de uma vez por todas aos santos” e que é preciso não abrir mão dela?

Quando lemos toda a carta de Judas, entendemos que a “fé” sobre a qual ele fala tem haver com os conteúdos e as verdades eternas do Evangelho que Jesus viveu e ensinou.

Se a verdade não fizesse diferença, por que Paulo escreveu todas as cartas que escreveu? Por que ele advertiu as pessoas acerca dos que ensinavam outro evangelho? Por que Pedro disse que não se importava de escrever acerca das mesmas verdades, repetidas vezes, porque era segurança para aqueles que o estavam lendo?

Há um ensino que é segundo Jesus. Há um conteúdo do Evangelho que tem sido proclamado através dos séculos. Os apóstolos de Cristo e milhares de mártires entregaram suas vidas, crendo neste Evangelho; os reformadores enfrentaram a perseguição, proclamando este Evangelho; os missionários foram para terras distantes, sem nenhuma garantia de retorno, tomados pelo desejo de anunciar este Evangelho.

É claro que todas estas pessoas tinham suas falhas e fraquezas pessoais, mas elas proclamaram verdades eternas que não mudaram simplesmente porque aqueles que as proclamavam não eram perfeitos.

Também é claro que devemos seguir a verdade, sempre em amor e com respeito aos outros, como a própria Bíblia ensina e como Jesus mostrou claramente com a Sua vida; mas crer na verdade realmente importa e faz diferença.

Qual será a razão pela qual alguns hinos escritos há centenas e centenas de anos atrás, ainda nos falam quando são cantados em nossos dias? Não será porque eles trazem dentro de si o conteúdo das verdades eternas do Evangelho?

Por que será que livros escritos há mais de trezentos e trinta anos atrás, como “O Peregrino”, por exemplo, continuam falando com tantas pessoas em nossos dias? Não será porque eles trazem verdades genuinamente segundo o Evangelho de Jesus?

Deus não mudou porque as pessoas mudaram o seu entendimento sobre quem Ele é. Ele ainda é quem sempre foi.

A verdade do Evangelho não mudou, simplesmente, porque há tantas versões diferentes dele sendo cridas e ensinadas em nossos dias.

O Evangelho continua sendo o mesmo que Jesus viveu e anunciou; o mesmo que Paulo, Pedro, Tiago, Judas, João e os apóstolos de Jesus viveram e anunciaram há dois mil anos atrás. O Evangelho ainda é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.

Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. O Justo morreu pelos injustos para levar-nos a Deus. Levando Ele mesmo em Seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas Suas feridas fostes sarados (2 Coríntios 5:19; 1 Coríntios 15:3,4; 1 Pedro 3:18; 2:24).

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie. Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem, o qual se deu a Si mesmo em preço de redenção por todos (Efésios 2:8,9; 1 Timóteo 2:3-6).

E a graça de nosso Senhor superabundou com a fé e amor que há em Jesus Cristo. Esta é uma palavra fiel e digna de toda aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal (1 Timóteo 1:14,15).

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no Seu sangue, para demonstrar a Sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da Sua justiça neste tempo presente, para que Ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus (Romanos 3:23-26).

Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo. Mas se é pela graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é mais graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra (Romanos 5:1; 11:6).

O Evangelho ainda é o mesmo.

A pergunta para você e para mim é: O que nós vamos fazer a respeito disto?

Que Deus nos guarde a todos no Evangelho de Seu Filho e nos ensine a andar na Sua verdade em amor.

Paulo Cardoso.

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